Doa a quem doer, o fato é que a violência machuca. Em São Paulo, um homem é atropelado a cada cinco minutos. Além de não ter tempo pra mais nada, o cara deve estar todo quebrado.
A vida nas grandes cidades está cada vez mais desumana. Os mudos já não se falam, os cegos nem se olham, e os manetas não se cumprimentam mais.
Diante de violência, a sociedade brasileira clama por uma resposta enérgica das autoridades: afinal, sequestro tem ou não tem trema?
Respeite os mortos. Depois de um tiroteio na padaria, não pergunte se o presunto é fresco. Para acabar com a violência, só com muita porrada.
Se perfilássemos os cadáveres resultantes dos assassinatos cometidos no Rio e em São Paulo em apenas um mês, ia dar um trabalhão, sem falar no mau cheiro.
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